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Artigo · 21 de setembro de 2026

Enjoo na gravidez: o que ajuda e quanto tempo dura?

O enjoo é comum na gravidez e costuma melhorar após o primeiro trimestre. Algumas mudanças no dia a dia e tratamentos podem ajudar a aliviar os sintomas.

Uma mulher grávida com uma xícara de chá e torradas na mesa da cozinha.

O enjoo na gravidez, também chamado de náuseas e vômitos da gravidez (NVP), é uma queixa muito comum. Ele afeta até 80% das mulheres grávidas [1]. Para aliviar os sintomas, algumas mudanças na alimentação e no estilo de vida podem ajudar. Para casos leves a moderados, existem tratamentos que sua equipe de pré-natal pode indicar [3].

Enjoo na gravidez: o que é e por que acontece

O enjoo na gravidez é caracterizado por náuseas e, às vezes, vômitos. A intensidade varia muito. Um estudo de 2026 com 890 mulheres grávidas na Itália viu que 70% delas tiveram enjoo. Desse total, 54,4% foram casos leves, 42,3% moderados e 3,2% graves [2].

Em alguns casos, o enjoo pode ser tão forte que você não consegue se alimentar ou se hidratar adequadamente. Essa condição mais séria é chamada hiperêmese gravídica [1, 2]. Ela pode levar à internação em cerca de 2,4% dos casos de enjoo na gravidez [2].

Quando o enjoo costuma aparecer e ir embora

O enjoo na gravidez geralmente começa no primeiro trimestre. A maioria dos estudos sobre o tema inclui mulheres grávidas no primeiro e início do segundo trimestre. Isso acontece porque é nesse período que os sintomas são mais frequentes [1].

O que pode aliviar o enjoo na gravidez

Existem várias abordagens para aliviar o enjoo. Elas vão desde mudanças no dia a dia até tratamentos específicos. Um estudo de 2026 analisou 24 pesquisas com mais de 3 mil participantes. Ele viu que a maioria das intervenções testadas trouxe benefícios significativos em comparação com um placebo [1].

Para casos leves, a primeira linha de tratamento envolve mudanças comportamentais. Isso inclui evitar gatilhos e fazer ajustes na alimentação [3]. É recomendado comer refeições pequenas e frequentes. Também é bom preferir alimentos leves, secos e ricos em proteínas [3].

Acupressão: um método sem remédios

A acupressão é uma técnica não farmacológica que pode ajudar a reduzir o enjoo na gravidez [1]. Um ponto frequentemente estudado é o P6, localizado no punho [1, 5].

Um estudo de 2026 com 61 mulheres grávidas mostrou que o uso de uma pulseira de acupressão no ponto P6 reduziu a intensidade das náuseas e vômitos. Essa redução foi significativa ao longo de cinco dias, em comparação com um grupo que usou uma pulseira placebo [5]. A acupressão é considerada um método seguro, prático e não invasivo [5].

Uma mulher grávida usando uma pulseira de acupressão no punho enquanto relaxa no sofá.

Vitamina B6: um tratamento comum

A vitamina B6 (piridoxina) é um dos tratamentos mais comuns e de primeira linha para o enjoo leve a moderado na gravidez [3, 4]. Ela é considerada um tratamento fundamental, especialmente quando combinada com doxilamina [4].

Um estudo de 2026 que revisou diversas pesquisas indicou que a vitamina B6, sozinha ou combinada com romã e hortelã, pode ser eficaz na redução dos sintomas de náusea e vômito [1]. A PLP, forma ativa da vitamina B6, atua como cofator em mais de 160 reações enzimáticas. Essas reações incluem o metabolismo de aminoácidos e neurotransmissores [4].

Durante a gravidez, a vitamina B6 é essencial para a sua saúde e para o desenvolvimento do bebê [4]. As fontes alimentares de vitamina B6 são diversas. Elas incluem carnes, aves, peixes, ovos, produtos integrais, vegetais e leguminosas [4].

Outras opções para o enjoo forte

Quando as medidas conservadoras não são suficientes ou os sintomas são mais intensos, sua equipe de pré-natal pode considerar outras opções. Um estudo de 2026 apontou que alguns tratamentos farmacológicos podem ser eficazes na redução dos sintomas [1, 3].

Para casos de enjoo moderado a grave, o tratamento farmacológico, principalmente com doxilamina-piridoxina, foi prescrito para 67% das mulheres grávidas com sintomas moderados. Em casos graves, 50% das mulheres grávidas receberam essa prescrição em um estudo italiano [2]. Se você não consegue se alimentar ou se hidratar, pode ser necessário corrigir a desidratação e os desequilíbrios eletrolíticos. Isso pode exigir hospitalização [3].

De onde tiramos

Escrito pela Equipe Gestante no Controle e publicado em 21 de setembro de 2026. Este texto é informativo e não substitui a sua consulta de pré-natal.

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